June 2013
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(by Nina Parreiras)
É a Karolina me atacando…
May 2013
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- Eu fiquei feliz que o tumblr tenha trocado de dono... torço por mudanças nessa plataforma, que eu adoro, só que é muito mal frequentada...
- Muito "fotinhu", gif e frescura... e pouco conteúdo de verdade.
- Se o yahoo incluir uma ferramenta "arraste e solte" pra mexermos no layout do blog... seria perfeito, algo parecido com o wix.
April 2013
17 posts
Já tive que ir à missa obrigado, já tentei ser um homem casado
Já aprendi a fingir meu sorriso, já fui sincero e já tive juízo
Já troquei de lugar minha cama, já fiz comédia, eu já fiz drama
Já ouvi cada voz que me chama, eu já fui bom e já tive má fama
Já fui ético, antipático, fui poético, fui fanático
Fui apático, fui metódico, sem vergonha, fui caótico
Eu já li Paulo Coelho, eu já escutei tudo que era conselho
Eu já preguei o evangelho, cheguei a achar que eu era velho
Já fiz tanta coisa que nem me lembro do que eu era contra ou fui a favor
O que me dava prazer, hoje só me dá dor
Nunca aprendi o que é o amor
E ouvi uma voz, que diz: “não há razão”
Você sempre mudando já, não muda mais
E já que estou cada vez mais igual
Não sei o que fazer comigo
Já chorei de tanta mágoa, já fiz tempestade em copo d’água
Já tentei a sorte na gringa, já aprendi que não tenho ginga
Eu já votei em tucano, já fui ovo lacto vegetariano
Insano, já fui santo e profano
Fiz na sua frente e por baixo dos panos
Já estudei teologia e não creio mais naquilo em que cria
Já sofri de claustrofobia, de teimosia e cleptomania
Já provei, já fumei, já tomei, já deixei, assinei, viajei, já peguei
Já sofri, já iludi, já fugi, já assumi, fui e voltei, afirmei e menti
E com toda essa falsidade, minhas mentiras já são verdades
Já tive de tudo o que queria, e já me contentei com mixaria
E ouvi uma voz, que diz: “não há razão”
Você sempre mudando já, não muda mais
E já que estou cada vez mais igual
Não sei o que fazer comigo
Já fui em cana, já tive grana, passei rasteira em muito bacana
Opinei e me equivoquei, nunca assumi pra ninguém que errei
Sem diploma, nem salário, já fui sócio majoritário
Já escrevi tanto nome no braço, eu já preenchi tudo que era espaço
Fui psicólogo, fui astrólogo, já fui leigo, fui enólogo
Fui alcoólatra, fui atleta, fui obeso e já fiz dieta
Já cuspi e mandei pro caralho, o lugar onde hoje eu trabalho
E agora eu só me distraio fazendo versão de rock uruguaio!
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Que letra sensacional!
https://soundcloud.com/vespasmandarinas/vespas-mandarinas-n-o-sei-o
Um baita disco de southern rock!
Do LP Animal Nacional lançado em 2013 pela Deck - www.vespasmandarinas.com.br
Não sei o que fazer comigo —> melhor música do rock nacional nos últimos anos!
Pensei em qual título daria pra esse texto por 0.3 segundos. Não tem nada que defina minha opinião pela obra, pelo show, e principalmente, pela pessoa que Kip Winger é. Inacreditável que um músico com tanto reconhecimento, sucesso e talento tenha a capacidade de ser boa praça como Kip. Foi no último dia 29/05, no Dhomba, de Porto Alegre, que pude, mais uma vez, presenciar o show acústico dessa fera, pude, mais uma vez, conversar com ele, e agora, ao relembrar aquela noite, o seu show, e a companhia do grande, e sumido, amigo Diego “Winger” (nem deve ser fã pra ter ganho esse apelido…), posso dizer que, com toda certeza, ’ I can’t get enuff’ de tudo isso.
Era um dia feio, horrível na verdade, que depois de dias de calor e seca, se armava um temporal… mas que virou um chuvisqueiro pra molhar bobo, e adivinhem quem era o bobo… :(
Cheguei cedo, sabia que a casa tinha algumas promoções, estava cansado e de saco cheio de estudar, e fui lá tomar uma dose dupla de Jack Daniel’s. Não conhecia o Dhomba, o que vi ser uma lástima, lugar muito legal, não muito grande, mas com uma decoração muito legal, um cardápio de destilados que tentava me seduzir, e quando cheguei, rolava no som ambiente o DVD User Your Illusion II. Quem me conhece sabe que eu estava em casa, praticamente. Porto Alegre é o lar de muitos músicos excelentes, e vi várias figuras da cena underground porto-alegrense por lá, e os comentários que ouvi foram sempre na seguinte linha: “Não dá pra perder a chance de aprender com um grande músico, simplesmente não dá.”
Mas quem é Kip? O que ele já fez? Tu poderias ir na wikipédia, mas lá tem algumas bobagens, então pra resumir a história…
Kip, além de seu sucesso no Winger, um dos expoentes do Hard Rock dos anos 80, é um grande compositor, produtor e manager, tendo participado, de alguma destas formas, de discos de: Twisted Sister, Bob Dylan, Fiona, Kix, Kane Roberts, The Mob, entre outros. Mas o maior destaque que teve fora do Winger foi no início de sua carreira, quando foi, por muito tempo, baixista da banda de Alice Cooper, participando dos álbuns Constrictor (86), Rise Your Fist and Yell (87), Trash (89), e no ano passado, desta vez como compositor e produtor, do Wellcome To My Nightmare 2.
Sobre o seu auge, no Winger, deixo você procurar no youtube, vale a pena.
Em um formato acústico, Kip faz suas excursões pela Europa e América do Sul quando o Winger tira umas férias, mesmo período que ele se volta para sua excelente carreira solo, e compões excelentes álbuns.
http://www.kipwinger.com/?p=discography
Voltando ao que interessa, o dia 29/05, estava eu lá, bicando meu Jack sem gelo, quando eis que surge Diego Winger, sim, ele, a lenda que entre muitas bandas ”das antigas” de Vera Cruz e Santa Cruz do Sul, tocou recentemente na Liquid Up e na Metallatex. Acompanhado de um amigo seu, um cara muito legal cujo nome eu já esqueci, pois sou péssimo com nomes e rostos, tinha achado a parceria ideal pra curtir o grande show que viria. E assim foi:
Esse vídeo feito pela produtora que o trouxe é um bom resumo do que foi o show. Mas um resumo é um resumo…
Vendo Kip pela segunda vez, obviamente não haveriam muitas surpresas no set list para mim, ainda mais que era o mesmo show que havia assistido em 2009. Mas o que me deixou um pouco triste foi o show ter sido pequeno, ou sou eu que me acostumei muito mal com a aquele show de 2009, onde após 2 horas de show, Kip sentou no palco, e perguntou: “What I’ve planned ends here, what would you like to linsten yet?”. Isso foi algo que me deixou, na época abismado com a simpatia e carinho com o público mostrado. Desta vez o show foi um pouco mais burocrático, mas muito bom.
Set-list:
01. Cross
02. Easy Come Easy Go
03. Who’s the One
04. Hungry
05. Headed for a Heartbreak
06. Blind Revolution Mad
07. Free
08. Miles Away
09. Rainbow in the Rose
10. Spell I’m Under
11. School’s Out (Alice Cooper)
12. How Far Will We Go
13. Can’t Get Enough
14. Dealing with the Devil
15. Down Incognito
16. Under One Condition
17. Madalaine
18. Seventeen
19. Blue Suede Shoes
Fonte: Kip Winger (Dhomba, Porto Alegre, 29/05/12) - Novidades (Notícia) http://whiplash.net/materias/news_839/155737-winger.html#ixzz235Yljz8C
Grande destaque para o trecho de School’s Out, da tia Alice, que foi um baita momento do show. No mais, How Far Will We Go, Down Incognito, Blind Revollution Man, Seventeen, Madalaine e Blue Suede Shoes (não é cover), minhas preferidas, foram momentos inesquecíveis pra mim. Mas o melhor da noite ainda estava por vir… Conto mais depois desses vídeos, leia até o fim!
Comentário negativo: muito legal chamar alguém no palco pra cantar sua música de maior sucesso, geralmente dedicada à namorada do cara. Mas todos lá sabiam que isso já tava programado, o cara tem banda, trabalhava na turnê do Kip… Desnecessário.
E acabou o show… ficamos por ali… e então Diego Winger me disse: “Vamos lá falar com ele, eu tenho novos vinis que ele ainda não autografou.”. Após babar um pouco nesse material, fomos lá autografar uns 3 discos e 2 cds do Diego…
Pegamos uma fila pequena, e então, estávamos nós três, frente a fera com a fera. Caralho, que cara gente fina! Muito gentil, prestativo, e preocupado com os fãs. Diego tinha todo aquele material para ser autografado, mas vejam só, não tinha uma caneta que se prestasse para tal fim… Todos nós pensamos:”Fudeu…”. Pois então Kip nos diz: “I think I have one, just wait a bit…”.
Sério! Isso não é migué! O cara foi pro camarim procurar! E lá passou uns 10 minutos! Voltou, autografou os discos, e tirou fotos com todos nós! Isso é realmente algo que eu nunca esperava, sinceramente. E após longa meia hora com um de nossos ídolos, conversando, tirando fotos e comentando sobre amenidades (ele me perguntou se o clima era sempre assim por aqui, “looks like London”). E depois de falar com essa baita figura, ficamos por lá ainda, um pouco só, ATÉ FECHAR SÓ. Uma baita noite, com muita certeza.



O título foi minuciosamente escolhido depois de uma reflexão, que pretendo aqui apresentar, e que me fez lembrar de um velho ditado irônico: “[nome de pessoa/lugar] , um lugar atrás de seu tempo”. Mas pensando bem, não há como encaixar minha linda terra natal nesse ditado, e como pra cidade à frente de seu tempo ela também não serve, onde está ela então, no desenvolvimento cultural e econômico?
Santa Cruz do Sul é um lugar belo, encravado em um vale no fim do planalto basáltico brasileiro, onde há a existência de grandes declividades e o início de uma extensa planície que avança à região sul do estado. Essa característica nos confere um solo muito fértil, uma diversidade topográfica muito grande, e por consequência, uma enorme gama de possibilidades agrícolas. Um lugar por natureza voltado à diversidade econômica.
A colonização alemã trouxe consigo muitas coisas, e naquela necessidade das comunidades serem totalmente auto-suficientes, fornecendo a si próprias tudo de que precisavam, a veia empreendedora e diversificadora dos imigrantes é notável. Pelo interior já vi fotos e inúmeros relatos de teares, plantações de algodão, mineração artesanal, pedreiras, fundição, e oficinas mecânicas instaladas pelos primeiros imigrantes. Algodão, tubérculos, trigo, aveia, tabaco, e algumas que agora me fogem, foram trazidas por eles para essa região, e foram o embrião da agricultura e indústria locais. Com a maior integração dessa região como o restando do estado a partir do início do século XX, os produtos vindos de centros industrializados acabaram tendo um preço melhor nas comunidades, e ao mesmo tempo, o tabaco, de pouco cultivo e aptidão em outros locais, se destacava aqui pelo ambiente ideal que dispunha. Nesse contexto, as cooperativas (que depois viraram indústrias) nasceram, se desenvolveram e com a demanda de mercado, se especializaram na fumicultura. Esse é assunto para outro texto, mais de um na verdade, mas aqui vale dizer que essa indústria está em uma simbiose tão, mas tão grande com o município, que é inviável que o mesmo mantenha-se no patamar atual sem ela. E é isso que nos difere, no contexto econômico, de tantos outros lugares.
A demanda de empregos na cidade é alta. Nos últimos 50 anos houve uma forte migração de cidades vizinhas para o local, e não há mais ali a maioria de descendentes alemães tão esmagadora quanto antes. O resultado disso tem vários aspectos, um deles é político. A família Moraes se notabilizou por usar a massa carente, afro-descendente e carente como seu curral eleitoral. Muitos partidários fazem uso regularmente de velhas práticas eleitorais vindas lá do tempo da república velha. Ali há, maquiado, aquele mesmo coronelismo que se estuda no ensino médio nas aulas de história. De outro lado, temos a comunidade “alemã” que simplesmente nem cogita votar em algum candidato da outra “ala”. Assim temos uma cidade bipolarizada, e com poucos atores em ambos os cenários. Vale muito dizer aqui prefiro à segunda, mas não pelos motivos que citei, mas apenas por que esta é um pouquinho mais idônea, e porque a proposta de gestão (mesmo que no Brasil é algo “pra inglês ver”) me é mais correta.
Entrei no terreno pantanoso que me propus à entrar, o social. Essa polarização advém da visão conservadora e preconceituosa (não confunda com racismo, mas não o exclua também), onde tudo que é novo e diferente é automaticamente mal visto. Isso nos traz um contexto de bolha econômica/social, onde tudo que é de fora, e não mais só o que não é “alemão”. Temos uma cidade onde há um consenso geral e silencioso de que há parte da cidade (local e população) que não merece atenção, e de que não há lugar em todo o planeta que mereça integrar-se com este paraíso na Terra chamado Santa Cruz do Sul.
Tudo na cidade é uma bolha. Empresas que só interagem comercialmente com a região, gente que simplesmente se nega a sair da li para conhecer outros lugares, o conceito de que a Unisc é uma maravilha de universidade, simplesmente por que é dali, quando que seus destacas são pontuais e por méritos individuais de seus alunos ( a única avaliação do MEC divulgada pela universidade é a de infraestrutura, Enade e afins eles se “esquecem”).
Até na cultura é assim! Produtores locais trazem shows grandes e realmente importantes lá de vez em quando, na maioria das vezes são atrações INSIGNIFICANTES, mas que ali são tratados com estrelas. Por que? Porque foram eles que trouxeram oras, porque o show é em Santa Cruz, isso não seria motivo de sobra pra ser um evento histórico?!
A sociedade santa-cruzense é única, realmente única, pois tem como meta se isolar de todo o resto do planeta, olha com ranço à quem trabalha fora dela, à quem a visita esporadicamente, e principalmente, à quem não a considera o próprio Eden restaurado na Terra.
Alguém aqui já assistiu àquele filme chamado A Vila?
…pois é, é por aí, mas com a diferença de que não querem viver no passado, atrelados à antigos costumes, aqui a meta é viver com tudo que se considere bom no mundo exterior, mas fazer tudo diferente, se deslocar, se colocar de lado, no fluxo contínuo do tempo.
Por fim, resta a constatação de que esse lugar preconceituoso, fechado, peculiar e protecionista, é muito bonitinho. Pra turismo, ainda é ótimo. Mas pra morar, tenho dúvidas.
Vim aqui hoje pra escrever de um assunto fora do usual por aqui: futebol.
Não sou um grande fanático, sou apenas um torcedor comum do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense, mas isso por si só, já cai nos padrões de fanatismo de quase todos os comentaristas profissionais de futebol do mundo. Qualquer jovem torcedor “normal”, “comum” do Grêmio, que tenha lá pelos seus 23 anos, tem incrustada em sua memória certas imagens inesquecíveis que se deram nos anos 90, em nossa tenra e áurea infância, num período no qual éramos, com um único rival nas Américas, o melhor time de futebol do continente.
Eu cresci tendo como fato normal e corriqueiro meu time erguer uma taça, um troféu… Mas houveram diversas fatalidades e alguns crimes que afundaram este time outrora líder no país e no continente.
Mas esse não é o assunto… O assunto é o reerguimento de um time que foi rebaixado. O clamor de uma torcida que se forçou a se renovar, com a saída de muitos decepcionados e a chegada de muitos inconformados às arquibancadas. Mudaram o jeito de torcer, pois sabiam que quem estava em campo não tinha qualidade pra fazer frente aos adversários “só com futebol”. Tínhamos um estádio com 40 metros entre a linha do campo e a arquibancada, e mesmo assim, eram rotineiras as entrevistas onde jogadores adversários, e até técnicos, afirmavam ser um tormento ter a torcida gremista, capitaneada pela Geral do Grêmio, no ouvido o jogo INTEIRO.
Nunca fui um membro da Geral, mas quando ia ao estádio, era lá que me sentia à vontade. E era assim com muitos, que ajudavam àquela torcida inflamar o estádio, e assim, ajudamos o Grêmio a ficar 53 jogos INVICTO dentro de casa. Foram mais de 2 anos…
Mas muita coisa mudou nos últimos 24 meses… A Geral não mais era convidativa às pessoas de fora, pois ali havia truculência,principalmente com “novatos”, e o pior, uma tensão interna entre seus membros, que dava a sensação de “iminência de briga” em todo jogo. Ela perdeu membros…
Com a transferência dos jogos do Grêmio para a Arena, a coisa desandou de vez… o acidente durante uma avalanche, devido ao erro de engenharia mais infantil que eu já vi na minha vida, deu a munição que muitos queriam para talhar a atitude daquela torcida. Uma torcida, vale frisar, já com vestes de facção e o pior, rachada por dentro.
O resultado do fiasco aprontado por engenheiros, torcida auto-sabotadora (briga e etc…), uma política SEM NEXO NENHUM da diretoria, foram, no jogo de ontem, os ótimos comentários, no pós jogo da rádio Gaúcha, de alguns torcedores, cujo nome eu desconheço:
” - A gestão pública transformou a Arena em CAMPO NEUTRO. Bombeiros, Ministério Público e Brigada Militar acabaram com a torcida do Grêmio. Qualquer time vem aqui e jogo com se estivesse no seu treino. A ARENA É UM CAMPO NEUTRO! “
É assim que se acaba com um projeto ousado e caro como é a Arena. Caso não aconteça o improvável, que é o Grêmio ser campeão de alguma coisa importante esse ano (Libertadores ou Brasileiro), eu tenho medo de que um Batalha dos Aflitos Vol. 2 seja lançado, mas o pior é que o endividamento vai ser sem nenhum precedente desta vez, e talvez não haja torcida fanática no estádio para ajudar o time a sair do buraco dessa vez….
Não querem que pulem, não querem música, não querem papel picado, não querem festa, não querem espetáculo… não me querem no estádio, e assim sendo, ficarei em casa, como eu, e milhares, tem feito.
Sempre sobra pra mim.

